Milhares de baianos e turistas participam, nesta quinta-feira (17/1), da maior festa popular, fora do Carnaval, da Bahia. A Lavagem do Bonfim é sempre muito aguardada dentro do calendário festivo de Salvador e, como sempre, deve reunir, uma multidão de pessoas, entre fiéis católicos e simpatizantes do santo mais venerado da ‘boa terra’.

Nas primeiras horas da manhã, uma grande concentração de pessoas começa a se formar no bairro do Comércio, onde as comemorações se iniciam. São diversas manifestações religiosas e culturais que vão acontecer ao longo desse dia. O clima de festa inclui, inclusive, adeptos do esporte.

CORRIDA SAGRADA

Realizada há algumas décadas e organizada pela Federação Baiana de Atletismo, a Corrida Sagrada, abre o calendário de corridas de rua da capital baiana, justamente, no dia da lavagem. A Largada é em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, às 7h, antes do cortejo das baianas sair em procissão.

CORTEJO DAS BAIANAS

Por volta das 9h30, o tradicional cortejo das baianas se inicia, nas imediações da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, logo após o culto ecumênico que acontece, em frente ao templo religioso. São, aproximadamente, 8 km de caminhada até a Colina Sagrada. O percurso é feito, normalmente, em três horas e é esperado que a lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim aconteça, por volta das 12h30.

PROCISSÃO DE CORPO E ALMA

Fiéis carregam bandeirão – com 100 metros de comprimento – durante caminhada à Colina Sagrada. (Fonte: Aratu Online)

Como, tradicionalmente, acontece, a Procissão de Corpo e Alma, organizada pela Basílica do Bonfim, é uma das manifestações religiosas do evento. Estimulados pela temática da paz, o grupo de fiéis participam do cortejo, vestido de branco. Neste ano, mais uma novidade: uma bandeira branca, com cerca de 100 metros de comprimento, será levada por eles até a Colina Sagrada.

POLÍTICA DE FÉ

Figurinhas certas, presentes na Festa, são os políticos baianos. Entre diversas celebridades e autoridades, lá estarão eles. Seja pela fé, pelo respeito à tradição cultural e ou, até mesmo, para aproveitar a oportunidade de testar popularidade, chefes do executivo municipal e estadual, além de parlamentares e secretários de governos (nas duas esferas) participam da Lavagem do Bonfim.

História De acordo com historiadores, o culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão português Teodósio Rodrigues de Farias, ao cumprir uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria igreja, construída na Colina Sagrada.

A lavagem do adro da basílica teria começado a partir dos moradores da região, como preparação para a Festa do Bonfim. Por achar que o ato tinha assumido um caráter festivo exagerado e não-condizente com o local santo, a lavagem no interior do templo foi proibida em 1890 pelo Marquês de Santa Cruz, Manuel Victorino Pereira, chefe do governo provisório na época. Após a decisão, adeptos do candomblé começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias, reverenciando Oxalá orixá correspondente ao Senhor do Bonfim.

A tradição acontece sempre três dias antes do segundo domingo após a Festa de Reis (6 de janeiro). Antes era realizada apenas no Bonfim, mas depois foi estendida para o Comércio, colorindo de branco as ruas da Cidade Baixa. Depois da cerimônia religiosa, é a vez da parte profana entrar em cena, com as barracas montadas no entorno do Bonfim, muita música e manifestações culturais. Os festejos são encerrados com a também tradicional Segunda-Feira Gorda, no bairro vizinho da Ribeira.

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