O julgamento de Ângelo da Silva, de 36 anos, que acontecia nesta quinta-feira (29/11) foi cancelado com pedido de dissolução de juri. O homem está detido pela acusação de matar a facadas a ex-companheira, a pedagoga Helem Moreira dos Santos, em junho de 2017, na localidade de Conceição, município de Vera Cruz.

Durante a audiência, um dos jurados teria acusado o advogado de defesa de piscar o olho para uma testemunha. O advogado Woslem Batista nega a acusação e afirma que a testemunha usava óculos de sol no momento. “Ele estava atrás da testemunha, como é que eu pisquei o olho se nem eu tava vendo ele?”, rebate.

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Ao Aratu Online, Batista disse que o jurado que fez a acusação era um dos fundadores do quilombo em que a vítima morava, e critica o fato de todos os componentes do júri popular serem moradores da mesma ilha que a pedagoga. “Aqui não tem condições de fazer porque as pessoas não são imparciais, todo mundo se conhece”, dispara.

Ainda de acordo com ele, todos os sete jurados presentes eram professores, assim como a vítima. O fato teria sido contestado por ele no início da audiência. Sobre a acusação feita pelo jurado, Woslem é taxativo: “jogada pra acabar com o juri porque não estava de acordo com o que eles queriam”.

Por conta da acusação, o Ministério Público (MP) da Bahia solicitou a formação de um novo júri. O pedido foi consentido pela defesa, que também pede que o novo julgamento seja feito em Salvador. “Eu não ia correr o risco com aquele jurado, se ele já demonstrou que estava contra, apontando aquele ato que supostamente eu fiz, ele seria contra meu cliente, e se eu permitisse que ele continuasse ali, ele ia contaminar os outros jurados”, conta.

Segundo Woslem, a previsão de formação para um novo juri é de 60 a 90 dias.

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