Um grupo terrorista que já praticou, no mínimo, três atentados em Brasília, tem o presidente Jair Bolsonaro como seu próximo alvo. A Sociedade Secreta Silvestre (SSS) é caçada pela Polícia Federal há seis meses e se apresenta como a vertente brasileira do individualistas que Tendem ao Selvagem (ITS), organização responsável por cometer diversos ataques a políticos e empresários ao redor do mundo. Detalhes e uma entrevista com o líder da SSS foram divulgados pela revista Veja nesta sexta-feira (19/7).

Os diálogos foram feitos com o líder do grupo, autointitulado como Anhagá, através da deep web, a camada da internet muitas vezes associadas à conteúdos ilegais, que não pode ser acessada através de meios tradicionais de busca. Ele diz ter entre 20 e 30 anos, ser do sexo masculino e revela ser um defensor da natureza. Seu nome fictício quer dizer “espírito que protege os animais, em tupi-guarani”. De acordo com ele, a motivação para o ataque é porque “Bolsonaro e sua administração tem declarado guerra ao meio ambiente.”

A Polícia Federal revela em inquérito que o grupo continua cometendo ataques extremamente graves e mostrando “profusão de ideias violentas e extremistas, além de divulgar ameaças contra a vida do Bolsonaro”.

Posse

Anhagá revela que o plano deveria ter sido executado no dia da posse presidencial, no dia 1º de janeiro, mas a ação foi adiada pelo forte esquema de segurança. “Vistoriamos a área antes. Mas ainda estava imprevisível. Não tínhamos certeza de como funcionaria”, diz o terrorista. Na ação seriam usadas bombas e armas, e teria como alvos Bolsonaro e sua família.

Alvos

Outros alvos de atentado são o ministro do meio ambiente Ricardo Salles e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. “Salles é um cínico, e não descansará em paz, quando menos esperar, mesmo que saia do ministério que ocupa, a vez dele chegará. [Damares] se tornou a cristã branca evangelizadora que prega o progresso e condena toda a ancestralidade.

Antecedentes

O grupo é acusado de colocar uma bomba em frente a uma igreja católica a 50 quilômetros do Palácio do Planalto, em dezembro, e em abril, por explodir dois carros do Ibama em um posto do órgão em Brasília. O grupo exibiu os materiais utilizados na web e assumiu a responsabilidade pelos ataques.

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