Alexandre Frota, que foi eleito deputado federal em São Paulo pelo PSL, no ano passado, está sendo processado pela empresária Nice Pereira. De acordo com informações da revista Época, em 2006, quando ele ainda era ator pornô, foi contratado por uma empresa para fazer um show em uma boate gay.

Nice alega que pagou o ator antecipadamente, além das diárias e viagem de São Paulo para Brasília, onde aconteceria o evento, em um local chamado “Oficina Dancing Bar”. Ainda segundo a Época, a empresária ficou irritada porque Frota não compareceu ao compromisso, e entrou na Justiça para pedir danos morais e materiais, conseguindo sentença favorável na primeira disputa.


Na época, Frota trabalhava como ator pornô. Foto: reprodução/Época



O pedido de Nice está correndo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A Câmara dos Deputados chegou a receber um ofício, solicitando detalhes do salário recebido por Frota, para apreender os bens do devedor.

Representantes do ator foram procurados pela Justiça, sem sucesso. A defesa fez várias tentativas de encontrar o ator, até mesmo em uma emissora onde ele chegou a trabalhar, sem sucesso. Em 2008, uma juíza condenou Frota a pagar R$ 30 mil de indenização para a empresária, no entanto, ele não se manifestou e o julgamento foi antecipado. Advogados de Nice tentaram encontrar algum bem em nome dele, para cumprir a decisão judicial, mas descobriram que não possuía bens passíveis de apreensão.

Nem mesmo com a vitória na eleição do ano passado, que colocou Frota no cargo de deputado federal, a defesa conseguiu o pagamento da dívida: parte do salário dele foi bloqueado em 30% por causa de uma condenação judicial em São Paulo. Representantes do ator chegaram a alegar que não há possibilidade de bloquear todo o valor, já que o deputado não possui outra fonte de renda. Informaram também que Frota possui outras dívidas.

Enquanto isso, Nice continua com o processo na Justiça, e já afirmou que irá recorrer "até o STF se for preciso". Representantes da empresária seguem pedindo ao TJDFT que bloqueie o que resta do salário dele, que é por volta de R$ 12 mil. O valor atualizado da dívida chega aos R$ 80 mil.

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