Convivemos há muito tempo com músicas que possuem letras um tanto duvidosas. Nelas, são comuns termos pejorativos e até vulgares em relação às mulheres, como também de ordens, no estilo “você vai sentar”, “eu vou te pegar” e outros que você já deve ter ouvido por aí.

Ao longo dos anos, além de duras críticas sobre determinadas letras, em 2012 foi instaurada a Lei 12573/12, conhecida como Anti-baixaria, que proíbe “o uso de recursos públicos para contratação de artistas que, em suas músicas, desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres a situação de constrangimento, ou contenham manifestações de homofobia, discriminação racial ou apologia ao uso de drogas ilícitas”.

Com isso, houve uma diminuição no número desse tipo de música, mas elas ainda estão presentes. Neste Carnaval, podemos citar “Open Bar”, da banda Paragolé, com o trecho “Elas bebem e a gente paa, a novinha tá louquinha, tá pedindo pra sentar”, e “Viajo nela”, da banda Lambasaia, que diz “Eu tô gostando de uma prostituta, ela é linda, ela é puta”.

O Aratu On perguntou às foliãs do circuito Dodô, se elas acham que essas letras incentivam ou não o assédio às mulheres.

A baiana Ramona afirma não gostar. “Não sei se necessariamente incentiva o assédio, mas trata a mulher de forma pejorativa, difama a imagem dela”, contou.

O trio de amigas Rosiane, Patrícia e Helena acredita que o problema não é a letra em si, mas sim a postura tanto dos homens, quanto das mulheres. “Quando realmente existir o respeito, a música será só um detalhe. As mulheres são livres pra cantarem e dançarem o que quiser”, destacou Helena.

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