Novas conversas vazadas pelo The Intercept Brasil, neste domingo (21/7), apontam que o coordenador da operação Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, concordou com a avaliação do Ministério Público Federal (MPF) sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. O esquema de "laranjas" seria operado por seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

Nos chats privados, Dallagnol demonstra preocupação em relação ao então juiz Sério Moro, que poderia não dar continuidade às investigações por medo de que o presidente Jair Bolsonaro não lhe indicasse para a vaga de ministro da Justiça.

Ainda segundo a publicação, o procurador postou o link de uma reportagem do Uol, no dia 8 de dezembro de 2018, sobre um depósito de R$ 24 mil feito por Queiroz em uma conta em nome da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. De acordo com texto, a “transação foi apontada como “atípica” pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e anexado a uma investigação do Ministério Público Federal, na Lava Jato”. Queiroz teria movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 e, apesar de a comunicação do Coaf não comprovar irregularidades, indica que os valores movimentados não são compatíveis com o patrimônio do ex-assessor de Flávio.

"É ÓBVIO QUE ACONTECEU"

Após compartilhar o link, Dallagnol diz: "É óbvio o que aconteceu… 'E agora, José?' [referência à poema de Carlos Drummond de Andrade]; Moro deve aguardar a apuração e ver quem será implicado. Filho certamente. O problema é: o pai vai deixar? Ou pior, e se o pai estiver implicado, o que pode indicar o rolo dos empréstimos? Seja como for, presidente não vai afastar o filho".

Veja abaixo:


Imagens: Reprodução/The Intercept Brasil

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