Angelimar Trindade, uma das baianas que trabalhou na festa de aniversário da diretora da revista de moda Vogue Brasil, Donata Meirelles, se pronunciou sobre a repercussão da festa nesta segunda-feira (11/2). “Não aconteceu nada disso aí que estão espalhando”, disse ao Aratu Online.

Veja vídeo:

Na última sexta-feira (8/2), a diretora comemorou o aniversário de 50 anos no Palácio da Aclamação, na Barra, em Salvador. Chamada de “sinhá” em diversas publicações, a anfitriã foi acusada de racismo por famosos e internautas que criticaram a temática da festa dizendo que ela remetia ao período colonial.

“As pessoas mentiram. Inventaram essa história para difamar a imagem do nosso trabalho. Foram muitos comentários desagradáveis sobre algo que não aconteceu. Deviam ter ouvido a opinião de quem trabalhou lá. Ninguém se sentiu mal, saímos felizes da vida”, explicou Angelimar.

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Sobre a polêmica da foto dos convidados sentados com ela e suas companheiras ao lado, Angelimar explica que as cadeiras eram para que as próprias baianas se acomodassem e conta que havia quatro delas no salão para que as 10 integrantes da ação receptiva se revezassem. O sistema teria sido acertado com a produção da festa por conta de problemas físicos das contratadas. “Uma baiana estava se recuperando de uma fratura no pé, outra tem quase 70 anos e mais outra está com problema no joelho”, lembra.

Angelimar disse que a ideia dos registros começou quando ela sugeriu que um dos convidados se acomodasse na cadeira na hora da foto. “Nós permitimos que ele sentasse e depois todo mundo quis ter um registro naquela cadeira linda”. Ela menciona que as próprias baianas se revezaram para tirar fotos em pé e sentadas.

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Sobre as roupas, ela diz terem sido inspiradas no Ilê Ayê e escolhidas pelas próprias baianas. O objetivo era diferenciar os trajes de outra festa, realizada no mesmo dia, na qual elas usaram anágua rodada. Ela também desmente algumas publicações dizendo que não houve a utilização de  abanos, instrumento utilizado para refrescar a própria pessoas, ou os convidados. “Quem é que hoje em dia vai querer contratar baiana de receptivo em uma situação dessa?”, finaliza.

Apesar do posicionamento público das baianas, Donata publicou um pedido de desculpas no último domingo (10/2). Confira:

VEJA O PEDIDO DE DESCULPAS DA ANIVERSARIANTE:

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Ontem comemorei meus 50 anos em Salvador, cidade de meu marido e que tanto amo. Não era uma festa temática. Como era sexta-feira e a festa foi na Bahia, muitos convidados e o receptivo estavam de branco, como reza a tradição. Mas vale também esclarecer: nas fotos publicadas, a cadeira não era uma cadeira de Sinhá, e sim de candomblé, e as roupas não eram de mucama, mas trajes de baiana de festa. Ainda assim, se causamos uma impressão diferente dessa, peço desculpas. Respeito a Bahia, sua cultura e suas tradições, assim como as baianas, que são Patrimônio Imaterial desta terra que também considero minha e que recebem com tanto carinho os visitantes no aeroporto, nas ruas e nas festas. Mas, como dizia Juscelino, com erro não há compromisso e, como diz o samba, perdão foi feito para pedir.

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