A Justiça reformou na última quarta-feira (21/2), a partir de recurso interposto pelo Ministério Público estadual (MP-BA), sentença que inocentou Erisângêla Santos Silva pela morte do próprio filho, de nove meses, em outubro de 2016. Assim, a determinação é de que a mesma seja levada a júri popular.

Ela é acusada de causar a morte da criança, juntamente com Jorge Mendes Carneiro Júnior, pai do menino. Este, no entanto, foi absolvido em julgamento realizado em maio de 2017, e também será submetido a novo júri popular. Segundo informações do MP-BA, os desembargadores entenderam, por unanimidade, que a sentença de absolvição de Jorge foi manifestamente contrária às provas dos autos.

CRIME

O crime aconteceu em 29 de outubro de 2016, na estrada que liga a praia da Paixão, na cidade de Prado, à Itamaraju, onde o casal, em meio à discussão sobre possíveis traições, teria agredido o filho, causando a sua morte por traumatismo craniano.

De acordo com o promotor de Justiça Moisés Guarnieri dos Santos, os pais alegaram que a criança havia se desprendido da cadeirinha do bebê conforto e caído na pista. Contudo, as provas são no sentido de que a assassinaram.

Eles serão julgados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de fraude processual, já que são suspeitos de alterarem a cena do crime no intuito de modificar a evidência dos fatos.

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