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19/02/2023 22h33 | Atualizado em 19/02/2023 22h33

“Dinheiro do Carnaval fez falta”, dizem ambulantes sobre os dois anos de pandemia

"A gente contava com um dinheiro a mais, essa renda extra, que faz falta [na pandemia]", salienta outro vendedor

Beatriz Bulhões

O estande de Natália Oliveira, de 47, e de Camila Oliveira, 21 anos, colocaram um estande para venda de acessórios na Rua Afonso Celso, na Barra, bem próximo ao circuito Dodô, como fizeram nos últimos Carnavais – e teriam feito em 2021 e 2022, caso a folia acontecesse. Os dois anos em que a festa de momo foi cancelada por conta da pandemia fizeram a diferença no bolso da família

“O dinheiro fez falta, e como fez! Sempre quando chegava o mês de fevereiro ou março, eu pensava ‘poxa, cadê aquele dinheiro do Carnaval?’. É o extra da gente”, relembra a mãe.

Apesar disso, elas esperam recuperar o tempo perdido em 2023. “Hoje (domingo, 19/2) está perfeito, o povo veio com força para o camaleão e outros blocos importantes, então compram. Os turistas também”, narra.

A filha explica que, na maior parte do tempo, há um revezamento entre elas e o pai de Camila. Apenas quando o movimento para, eles conseguem ir para casa. “A gente fecha, guarda tudo, e volta para a Suburbana, todos os dias. É longe, mas vale a pena”, relata a jovem.

Naiara Bastos, de 19 anos, que vende balas e cerveja poucos metros antes delas, vem de Feira de Santana para vender na festa pela 6ª vez. Além dela, o primo, Emerson Bastos, de 19 anos, que vende doces e cigarros do outro lado da rua, a mãe e uma tia alugaram uma casa para participar do evento.

Mesmo com a casa, Naiara conta que já tomou banho em um dos chuveiros disponíveis no circuito em dois dias. “[A limpeza] está mais ou menos, precisando melhorar. Mas nos outros anos nem tinha [chuveiro]”, ressalta. Mesmo assim, ela diz que ainda não passou nenhum tipo de perrengue.

LUCROS

O primo dela, Emerson, concorda com a família que vende acessórios: domingo (19/2) está sendo um dia bom para as vendas, ao contrário de sexta (17/2), quando o movimento não foi favorável.

“A gente contava com um dinheiro a mais, essa renda extra, que faz falta [na pandemia]”, salienta. Em seus planos, o lucro deste ano irá para a escola dos filhos, além de investimentos na pastelaria que possuí no interior.

Natália e Camila também já tem destino a verba recebida este ano: “Sempre compramos algo grande, para a casa”, comentaram, sem especificar o produto.

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